Muito se fala que o favoritismo prévio não ganha jogo, que quando o juiz apita e a bola começa a rolar, a raça e a vontade normalmente se sobressaem durante os 90 minutos. E foi exatamente isso o que aconteceu no Gre-Nal 449, realizado na noite do último domingo, 25, no Estádio Beira-Rio, pela quinta rodada do Campeonato Gaúcho.
Em mais um capítulo do tradicional clássico gaúcho, quem demonstrou mais raça, mais vontade e ignorou o favoritismo prévio foi o Internacional, que mesmo duas vezes atrás do placar, teve coragem e determinação para reagir e vencer o primeiro Gre-Nal de 2026 pelo placar de 4 a 2.
Início quente
Com menos de 30 segundos, o time de Paulo Pezzolano já havia ameaçado o gol de Weverton, que abafou o chute de Carbonero, dando o primeiro cartão de visitas. Entretanto, quem abriu o placar foi o tricolor gaúcho, com o belga Francis Amuzu, aproveitando a bola sobrada dentro da área.
Não demorou muito para o Inter reagir e empatar a partida em cobrança de escanteio, onde Weverton saiu mal do gol e no “bate-rebate” Marcos Rocha acabou desviando contra para o fundo das redes. A partir daquele momento, os mandantes seguiram encima, colocando duas bolas na trave gremista, mas sem conseguir virar o placar, levando o 1 a 1 para o intervalo.
Baile da Colômbia
Na volta para a segunda etapa, os ânimos pareciam estar mais calmos até que aos 22 minutos, a Lei do Ex imperou no Beira-Rio e Edenílson aproveitou a confusão entre Carlos Vinícius e Rochet para completar para o fundo das redes.
Contudo, a noite era vermelha com um toque colombiano e apenas sete minutos mais tarde Carbonero venceu a marcação e cruzou para Rafael Borré cabecear e empatar novamente o Gre-Nal. Sem perder o momento e com o time de Luís Castro ainda digerindo o golpe, Borré novamente virou o duelo após receber belo passe de Alan Patrick.
Com o Grêmio já abatido, ainda deu tempo de o Colorado marcar mais uma vez, com Bernabei finalizando rasteiro no canto de Weverton e fechar o caixão do Gre-Nal com o placar de 4 a 2.
Elogios e lições
Vitorioso no clássico, Paulo Pezzolano não poupou elogios para a sua equipe, em especial para Borré, que após um 2025 de muitas dificuldades, vem se apresentando de uma maneira diferente em 2026. Mesmo assim, o treinador uruguaio não deixou de falar do tempo curto de trabalhos na pré-temporada, mas acredita que o seu time está indo por um “bom caminho”.
Já do lado perdedor, Luís Castro falou sobre os erros cometidos, em especial com os três gols sofridos em nove minutos, que segundo ele foram fatais para a derrota tricolor. O comandante português também não quis pessoalizar a culpa em nenhum atleta e disse que todos, inclusive ele próprio, cometeram erros que ocasionaram no resultado negativo.