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Tribunal do Júri
Autor de feminicídio é condenado a mais de 98 anos de prisão
Companheiro de Ângela Stratmann, 35 anos, foi julgado nesta terça-feira, 17, no Fórum de FW
Por: Márcia Sarmento
Publicado em: terça, 17 de março de 2026 às 18:58h
Atualizado em: quarta, 18 de março de 2026 às 09:54h

O Tribunal do Júri de Frederico Westphalen condenou na terça-feira, 17, o réu Evandro do Amaral, acusado de feminicídio, a 98 anos, três meses e 18 dias de prisão. O julgamento ocorreu no Fórum do município, e o homem já se encontrava preso preventivamente. O júri foi presidido pelo juiz Pedro Henrique Schidlowski.

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O caso teve grande repercussão regional após a morte de Ângela Stratmann, de 35 anos, encontrada sem vida na varanda de casa, no interior do município, em janeiro de 2025. As investigações apontaram que o crime foi cometido pelo companheiro da vítima, com quem mantinha um histórico de violência doméstica.  

De acordo com a Polícia Civil, o réu submetia a mulher a ameaças constantes e episódios de tortura. Em 16 de janeiro de 2025, dia do crime, ela foi obrigada a gravar as agressões e sofreu violência extrema, que resultou em hemorragia intracraniana e morte.  Após o homicídio, o acusado ainda tentou simular um acidente para despistar as autoridades, segundo a investigação.  
O inquérito também revelou um histórico anterior de agressões. O homem já havia sido preso em 2022 por torturar a mesma vítima, sendo liberado no fim de 2023. Mesmo após a soltura, o casal voltou a conviver, e novos episódios de violência foram registrados antes do crime fatal.  

Durante o julgamento, os jurados acolheram as provas apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo a gravidade dos crimes. A pena elevada reflete a soma das condenações por feminicídio e outros delitos associados, como tortura e fraude processual. Com a decisão, o réu permanece preso para cumprimento da pena em regime fechado. 

De acordo com o delegado da PC-FW e responsável pelo caso, Jacson Oiliam Bones, diz que a Polícia Civil não se limitou ao crime de feminicídio, mas buscar entender todo o histórico de violência sofrido por Ângela Stratmann. “A condenação em primeiro grau do acusado a uma pena elevada reflete a gravidade dos fatos apurados. A investigação da Polícia Civil não se limitou ao feminicídio, mas também buscou entender todo o histórico de violência envolvido no caso, identificando outros crimes relacionados que não eram conhecidos inicialmente, o que permitiu à Justiça ter uma visão completa da situação e aplicar uma pena proporcional à dimensão das condutas praticadas, disse Bones.

Fonte: Jornal O Alto Uruguai